segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Missão integral:valorizando a vida do próximo

Hoje comemoramos o 63º aniversário da Junta Diaconal de nossa Igreja. Não há como falar em exercício do diaconato sem pensar em missão. A palavra Diaconia, de onde deriva o substantivo diáconos, significa serviço. Portanto, diácono é aquele que serve. Quando lemos as Sagradas Escrituras, percebemos que Jesus disse, em várias oportunidades, que todo cristão é chamado a servir a Deus e ao próximo. Todo cristão deve ser um servidor a exemplo do próprio Senhor Jesus,  que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir
(Marcos 10. 45).

Há um termo que expressa esse serviço que devemos prestar ao próximo: “Missão Integral”. A missão integral se preocupa com a dignidade humana, com o ser humano integralmente, corpo e alma, pois sabe que as duas coisas são inseparáveis. Missão integral é aquela que enxerga o ser humano como um todo e não o vê apenas como um ser espiritual, mas como alguém dotado de alma e corpo, que tem necessidades e carências que precisam ser vistas no conjunto das suas necessidades, que não serão supridas apenas com a palavra, mas também com compaixão e misericórdia.

É aquela que faz coro com o texto de Tiago 1. 27: “A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo” (NVI)

O texto bíblico que ilustra bem o que é missão integral é o de Lucas 10. 23-37, a “Parábola do Bom Samaritano”, que nos impulsiona para a ação ao responder à pergunta sobre quem é o nosso próximo (v. 29); ao nos mostrar que o nosso próximo, com quem devemos nos importar, é aquele que de nós necessita, independentemente da sua cor, religião ou posição social (v. 34); ao nos desafiar a deixar de lado nossas convicções sociais, e até mesmo religiosas, quando formos chamados a socorrer o necessitado (v. 31-33); e ao nos convocar a utilizar todos os meios que estiverem ao nosso alcance para socorrer àquele que de nós necessita (v. 33, 35). É sintomático que a parábola termine com Jesus dizendo: “Vá e faça o mesmo” (v. 37). Ao ler esse texto vemos que não temos escolha. Precisamos entender que nossa missão é integral, que não podemos deixar de nos preocupar com os necessitados, que temos que empreender ações que visem alcançar o ser humano integralmente, corpo e alma.

Que o Senhor nos desperte e nos impulsione para a missão.

Rev. Manoel Marins Filho

BOLETIM Nº 4708 – RIO DE JANEIRO, 23/08/2015 – ANO XCII


Nenhum comentário:

Postar um comentário