sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O PIOR PRECONCEITO


Rev. Thiago R. Rocha

Não é o racial, nem o homofóbico, nem o religioso, nem qualquer outro das relações humanas. O pior preconceito se instalou no início da história da humanidade, trazendo danosas consequências, entre as quais a condenação à prisão perpétua (perpétua mesmo!). O mais hediondo preconceito foi contra o próprio Deus, logo após a criação do homem, segundo o relato bíblico. E começou com a insinuação do ser mais preconceituoso, que se utilizou do disfarce de uma cobra, para iniciar a tentação, ao dizer à mulher, de forma categórica: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?”. Mas a mulher rebateu essa insinuação dizendo que o Senhor dissera que não comessem nem tocassem em uma só árvore, a que estava no meio do jardim, para que não morressem.

Foi então que satanás usou de toda a sua malícia, dizendo, incisivamente: “É certo que não morrereis Porque Deus sabe que no dia em que dela comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. O que o tentador quis insinuar é que Deus usou a proibição como uma estratégia para que o homem não fosse como Ele, e assim pudesse Deus dominar soberano sobre a Sua criação. Com isso, satanás colocou no coração da mulher a semente do preconceito contra Deus, despertando, no seu ego, o desejo de ser igual ao Criador. Surgiu, daí, a soberba, que levou o casal a se rebelar contra Deus, contra a Sua vontade e contra a Sua soberania. Esse foi o mais grave dos preconceitos, o preconceito contra Deus, que passou a todos os homens.  E todos nós já nascemos com ele. E a consequência prevista por Deus de fato ocorreu: o homem se tornou um ser mortal, punido com a separação eterna de Deus.

A Bíblia denomina essa rebeldia contra a soberania de Deus de pecado.  E sua punição de morte eterna. O mais grave preconceito gerou a mais severa sentença, que atingiu todo homem. E não há lei, nem juiz, nem ameaça humana alguma que possa acabar com ele, nem com a sua consequente punição. Mas Deus nos criou para a Sua glória e nos quer junto a Ele, apesar desse preconceito. Como nenhum de nós tem condições pessoais de chegar a Ele, Deus mesmo, na sua misericórdia, pela Sua graça e por amor ao homem,  veio até nós para resolver  esse problema. E veio na pessoa do Seu Filho, que pagou a nossa dívida, dívida que custou a Sua própria morte, morte maldita de cruz, efetuando, através desse ato, nossa reconciliação com Deus, livrando-nos da morte eterna. Jesus mesmo se ofereceu, espontaneamente, para ser o agente reconciliador entre Deus e o homem, recebendo a maldição da morte eterna em nosso lugar (Romanos 5.8-11). Deus fez tudo por nós, na pessoa do Seu Filho. E o fez de graça, não exigindo nada de nós, a não ser que aceitemos a Sua oferta, conforme expressa em João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.Você já nasceu com esse preconceito, mas pode livrar-se de sua consequência, reconhecendo o seu pecado, reconhecendo que a maldição dele foi suportada por Jesus e aceitando que o sacrifício de Jesus foi por você e para você. E assim, reconciliado com o Criador, terá paz com Deus e paz com você mesmo. A PAZ DO SENHOR SEJA COM VOCÊ E SOBRE VOCÊ. 

Esse é o nosso sincero desejo!

BOLETIM Nº 4709 – RIO DE JANEIRO, 30/08/2015 – ANO XCII

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Missão integral:valorizando a vida do próximo

Hoje comemoramos o 63º aniversário da Junta Diaconal de nossa Igreja. Não há como falar em exercício do diaconato sem pensar em missão. A palavra Diaconia, de onde deriva o substantivo diáconos, significa serviço. Portanto, diácono é aquele que serve. Quando lemos as Sagradas Escrituras, percebemos que Jesus disse, em várias oportunidades, que todo cristão é chamado a servir a Deus e ao próximo. Todo cristão deve ser um servidor a exemplo do próprio Senhor Jesus,  que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir
(Marcos 10. 45).

Há um termo que expressa esse serviço que devemos prestar ao próximo: “Missão Integral”. A missão integral se preocupa com a dignidade humana, com o ser humano integralmente, corpo e alma, pois sabe que as duas coisas são inseparáveis. Missão integral é aquela que enxerga o ser humano como um todo e não o vê apenas como um ser espiritual, mas como alguém dotado de alma e corpo, que tem necessidades e carências que precisam ser vistas no conjunto das suas necessidades, que não serão supridas apenas com a palavra, mas também com compaixão e misericórdia.

É aquela que faz coro com o texto de Tiago 1. 27: “A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo” (NVI)

O texto bíblico que ilustra bem o que é missão integral é o de Lucas 10. 23-37, a “Parábola do Bom Samaritano”, que nos impulsiona para a ação ao responder à pergunta sobre quem é o nosso próximo (v. 29); ao nos mostrar que o nosso próximo, com quem devemos nos importar, é aquele que de nós necessita, independentemente da sua cor, religião ou posição social (v. 34); ao nos desafiar a deixar de lado nossas convicções sociais, e até mesmo religiosas, quando formos chamados a socorrer o necessitado (v. 31-33); e ao nos convocar a utilizar todos os meios que estiverem ao nosso alcance para socorrer àquele que de nós necessita (v. 33, 35). É sintomático que a parábola termine com Jesus dizendo: “Vá e faça o mesmo” (v. 37). Ao ler esse texto vemos que não temos escolha. Precisamos entender que nossa missão é integral, que não podemos deixar de nos preocupar com os necessitados, que temos que empreender ações que visem alcançar o ser humano integralmente, corpo e alma.

Que o Senhor nos desperte e nos impulsione para a missão.

Rev. Manoel Marins Filho

BOLETIM Nº 4708 – RIO DE JANEIRO, 23/08/2015 – ANO XCII