Rev. Thiago R. Rocha
Não é o racial, nem o homofóbico, nem o religioso, nem qualquer outro das relações humanas. O pior preconceito se instalou no início da história da humanidade, trazendo danosas consequências, entre as quais a condenação à prisão perpétua (perpétua mesmo!). O mais hediondo preconceito foi contra o próprio Deus, logo após a criação do homem, segundo o relato bíblico. E começou com a insinuação do ser mais preconceituoso, que se utilizou do disfarce de uma cobra, para iniciar a tentação, ao dizer à mulher, de forma categórica: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?”. Mas a mulher rebateu essa insinuação dizendo que o Senhor dissera que não comessem nem tocassem em uma só árvore, a que estava no meio do jardim, para que não morressem.
Foi então que satanás usou de toda a sua malícia, dizendo, incisivamente: “É certo que não morrereis Porque Deus sabe que no dia em que dela comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. O que o tentador quis insinuar é que Deus usou a proibição como uma estratégia para que o homem não fosse como Ele, e assim pudesse Deus dominar soberano sobre a Sua criação. Com isso, satanás colocou no coração da mulher a semente do preconceito contra Deus, despertando, no seu ego, o desejo de ser igual ao Criador. Surgiu, daí, a soberba, que levou o casal a se rebelar contra Deus, contra a Sua vontade e contra a Sua soberania. Esse foi o mais grave dos preconceitos, o preconceito contra Deus, que passou a todos os homens. E todos nós já nascemos com ele. E a consequência prevista por Deus de fato ocorreu: o homem se tornou um ser mortal, punido com a separação eterna de Deus.
A Bíblia denomina essa rebeldia contra a soberania de Deus de pecado. E sua punição de morte eterna. O mais grave preconceito gerou a mais severa sentença, que atingiu todo homem. E não há lei, nem juiz, nem ameaça humana alguma que possa acabar com ele, nem com a sua consequente punição. Mas Deus nos criou para a Sua glória e nos quer junto a Ele, apesar desse preconceito. Como nenhum de nós tem condições pessoais de chegar a Ele, Deus mesmo, na sua misericórdia, pela Sua graça e por amor ao homem, veio até nós para resolver esse problema. E veio na pessoa do Seu Filho, que pagou a nossa dívida, dívida que custou a Sua própria morte, morte maldita de cruz, efetuando, através desse ato, nossa reconciliação com Deus, livrando-nos da morte eterna. Jesus mesmo se ofereceu, espontaneamente, para ser o agente reconciliador entre Deus e o homem, recebendo a maldição da morte eterna em nosso lugar (Romanos 5.8-11). Deus fez tudo por nós, na pessoa do Seu Filho. E o fez de graça, não exigindo nada de nós, a não ser que aceitemos a Sua oferta, conforme expressa em João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.Você já nasceu com esse preconceito, mas pode livrar-se de sua consequência, reconhecendo o seu pecado, reconhecendo que a maldição dele foi suportada por Jesus e aceitando que o sacrifício de Jesus foi por você e para você. E assim, reconciliado com o Criador, terá paz com Deus e paz com você mesmo. A PAZ DO SENHOR SEJA COM VOCÊ E SOBRE VOCÊ.
Esse é o nosso sincero desejo!
BOLETIM Nº 4709 – RIO DE JANEIRO, 30/08/2015 – ANO XCII